
Mais de 4.000 diferentes produtos químicos foram identificados no fumo do cigarro e pelo menos 40 deles provocam o cancro. Nos EUA, cerca de 26% dos adultos são fumadores e mais de metade das crianças com menos de 5 anos de idade vivem em lares com pelo menos um adulto a fumar. Aproximadamente 3.000 fumantes passivos morrem por cancro pulmonar anualmente (o risco de desenvolver cancro a partir do fumo do tabaco, um poluente doméstico, é 100 vezes maior que o risco a partir de outros poluentes fora de casa). Em Portugal, o problema apresenta proporções semelhantes.
As crianças são as principais prejudicadas: o tabagismo passivo causa irritação dos olhos e das vias aéreas superiores, prejudica a função pulmonar, aumenta tanto a frequência assim como a gravidade das crises de asma, gripes, faringites, sinusites, rinites e outros problemas respiratórios crónicos. Ainda, a exposição ao fumo do tabaco aumenta o número e a duração de infecções do ouvido (otites), valendo lembrar que as Otites são a causa mais comum de perda da audição na infância.
Em crianças com menos de 2 anos de idade, a exposição ambiental ao fumo do tabaco aumenta a probabilidade de bronquite e pneumonia, segundo estudo da Enviromental Protecion Agency (EUA), que mostrou que este tipo de poluição causa 150.000 a 300.000 infecções pulmonares a cada ano em crianças abaixo de 18 meses de idade, resultando em 15.000 hospitalizações/ano.
Enfim, a exposição passiva ao fumo do tabaco é um risco real e imediato e precisa ser mais bem divulgada. Manter-se vigilante quanto à poluição ambiental com cigarro e/ou aconselhar um amigo ou parente fumador a parar de fumar não significa apenas demonstrar preocupação com a saúde do outro, mas com a própria e, mais importante de tudo, com a de nossos filhos.
Fonte: CLINO TÁVORA
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